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Perigo maior em Copacabana do que na Amazônia

Isabela Pimentel - Publicado em 25/08/2011 09:08

Categoria: Medicina & Saúde
Contexto: Malária, epidemia, sanitarismo

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 O perigoso silêncio: malária mata mais fora da Amazônia, revela especialista

 

Por Isabela Pimentel

 

Apesar de historicamente conhecida no país como uma doença tropical e endêmica, a malária não tem sido tratada com a devida atenção pelas autoridades de saúde.

O registro de milhares de casos anuais de malária não deixa dúvidas sobre o perigo que a doença representa. De acordo com o sanitarista Wanir Barroso, o número real de casos sempre é muito maior que o apresentado, principalmente na Amazônia. Suas principais causas são a precariedade e dificuldade de acesso assistencial, a automedicação e a desinformação sobre a doença.

 

De acordo com o especialista, os estados amazônicos, as regiões de Mata Atlântica e o vale do Rio Paraná são regiões onde ocorrem os casos autóctones, ou seja, aqueles em que o homem, o mosquito e o Plasmodium são ou estão na mesma região em que ocorreu a transmissão, com nível endêmico entre 300 e 600 mil casos anuais notificados desde a década de 60.

 

Barroso destaca que fora da Amazônia, há registros de milhares de casos importados anuais, que podem ser detectados em qualquer região do país. E exemplifica:

 

- Casos importados são aqueles em que a transmissão ocorreu normalmente em áreas endêmicas e a detecção do caso ocorreu fora dela. Alguém contrai malária em Ananindeua no Pará e vem para o RJ, onde o caso é descoberto, diagnosticado e tratado. Este é um caso importado do Pará para o RJ.

 

Tratamento e prevenção

 

A malária é uma doença que não tem vacina eficaz disponível, mas tem cura desde que diagnosticada e tratada rapidamente. Para Barroso, o alerta para a malária é evitar o óbito, pois casos com retardo de diagnóstico e tratamento podem evoluir para formas graves com falência de órgãos e o óbito se não forem diagnosticados e tratados.

 

Ele afirma que fora da Amazônia, a letalidade por malária é dezenas de vezes maior que na Amazônia, porque os médicos nessas regiões não pensam em malária diante de um paciente febril sem outros diagnósticos conclusivos:

 

- Em outras palavras, a chance de se morrer de malária fora da Amazônia por desinformação é dezenas de vezes maior que na Amazônia.  Não se constitui em nenhum absurdo, do ponto de vista clínico ou epidemiológico concluir diagnósticos de malária fora da Amazônia, até porque temos mosquitos e pacientes doentes ou assintomáticos circulando por todo país. Enquanto a malária for endêmica no país, a malária deve ser preocupação de todos, explica.

 

Para o sanitarista, em pleno século XXI, a malária, assim como a doença de chagas e tuberculose são negligenciadas, pois não representam prioridade para governos e governantes, população não afetada, indústria farmacêutica e outros seguimentos.
No caso da malária, identificar e tratar o doente e retirá-lo das áreas de transmissão são as medidas mais eficazes. “Em regiões em que os casos são diagnosticados e tratados rapidamente os mosquitos acabam por ter importância secundária no controle da endemia, até porque não conseguiremos erradicá-los e não precisamos erradicá-los para se ter o controle da endemia. Enquanto se pensar que nas doenças cuja transmissão se dá pela picada de mosquitos a culpa de surtos ou epidemias de dengue ou malária, por exemplo, é do mosquito ou da população que não faz seu controle, essas doenças continuarão sem controle”, destaca.

 

Barroso afirma que para que a situação possa ser revertida na Amazônia, é necessário uma mudança de perspectiva de sua população com relação ao controle da malária. “Todas essas estratégias de controle dessa doença no planeta têm ainda como desafios entrelaçados encaminhamentos políticos e múltiplas soluções de determinantes epidemiológicas, ecológicas, socioculturais e econômicas, todas de dimensões continentais”, enfatiza.

 

Para ele, o controle da malária praticado hoje na Amazônia equivale a um trabalho sem fim, pois quanto mais se diagnostica e se trata malária, mais malária se tem para diagnosticar e tratar.

 

A forma mais eficaz de se romper o ciclo da doença é tratar adequadamente o paciente com malária é retirá-lo da área de transmissão enquanto não totalmente curado, além de fazer o controle possível do mosquito transmissor em áreas de transmissão.

 

- Em áreas de alta transmissão de malária como em Anajás e Oeiras no Pará, a construção de hospitais-hotéis biosseguros com quartos telados não sómente seria referência para tratar e diagnosticar malária como também serviria para retirar das áreas de transmissão doentes sintomáticos e assintomáticos com a doença. A não exposição do homem doente aos mosquitos transmissores rompe o ciclo de doenças com essas características, conclui. [Visite o blog do sanitarista Wanir Barroso http://malariabrasil.blogspot.com/ ]
 

 

 Futebol na Ponta da Língua©
 

 


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