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MARKETING INTERATIVO - Mídia própria, paga, obtida, mobile market

Luis Peazê - Publicado em 03/02/2012 15:02

Categoria: Negócios & Economia
Contexto: Marketing & Propaganda, Public Relations, Mundo Digital

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O amplo e rico território de guerra do marketing interativo pode estar equivocadamente reduzido à mídia online em suas subdivisões de mídia própria, mídia paga, mídia obtida, mídia social e mobile market, sem que os novos guerrilheiros necessariamente saibam o que cada uma signifique, que há diferença entre elas e que, esta ignorância, desmonta quase um século de aprendizagem, pior, o marketing offline parece ficar esquecido. A motivação deste artigo é um “white paper” lançado no ano passado pela PRNewswire, Modern Public Relations (distribuído gratuitamente em inglês), e uma pesquisa desenvolvida pelo Forrester Research, Inc.

 

Não estranhe se o texto parecer desfocado de profissionais específicos, ora de Relações Públicas, ora de Marketing e Propaganda, é para ambos e muitos outros.

 

Em artigo recente para o Observatório da Imprensa, levantei a questão de que profissionais da comunicação e do publishing estariam sofrendo de um vazio cultural-tecnológico, na medida em que no passado as transições de tecnologias eram graduais, permitiam a assimilação da próxima onda, e atualmente, entretanto, nem os profissionais que produzem as novidades tecnológicas chegam a assimilar completamente os últimos lançamentos do meio, abalroados pela outra onda acavalando o mercado. Neste rápido artigo enfatizo àquela tese e gostaria de provocar a discussão produtiva sobre marketing, uma ciência que me fez migrar da análise de sistemas, em meados de 1980, quando li um artigo da revista (impressa e muito antes de existir a versão em português no Brasil ) Harvard Business Review descrevendo “como entender e satisfazer as necessidades dos consumidores”. Santa ingenuidade e romantismo. Eu costumava sentar ao lado de “clientes” internos para entender as suas necessidades, antes de desenhar uma aplicação administrativa integrada, para depois programá-las em Assembler, COBOL, RPG II ou outra linguagem jurássica.

 

Acredito que as pessoas se diferem dos animais irracionais porque sonham, não porque são inteligentes, do contrário não sofreríamos tanto e maltrataríamos o nosso habitat. E, se encerrarmos todos os tipos de desejos e inclinações num só significado, sonhar certamente seria o melhor. Sonhar em convencer um comprador a adquirir um perfume no portão de uma residência num bairro de baixa renda (minha avó sonhava com a fragrância, eu sonhava usar a tampinha do frasco em forma de maçã na minha atiradeira), sonhar em vender um automóvel usado numa manhã de sábado ao longo de uma auto-estrada (já realizei este sonho de alguém), sonhar em criar um aplicativo que mudará o mundo, renderá um império e fama (muito velho pra isso), sonhar em mudar o endereço da pequena empresa para um andar na Av. Paulista (quem sabe, se eu desistir de meu veleiro), sonhar em comprar uma TV plasma de três metros de largura (não precisa ser tão grande), sonhar em aumentar as nádegas (obrigado, eu passo), são infinitos os tipos e tamanhos de sonhos, desejos, vontades, que provocam impulsos, atitudes, definem o comportamento de uma pessoa por décadas, formam a personalidade do indivíduo, quando ele se toca passaram vinte ou trinta anos e ele percebe que, de tanto perseguir o seu sonho, tornou-se uma pessoa que nunca imaginava ser.

Leia Why Context Is King in the Future of Digital Marketing by Jonathan Gardner

2012, em plena explosão de mais uma bolha social planetária (a maior depois da revolução industrial), onde qualquer coisa pode tornar-se notoriedade da massa mundial em minutos, propagada pela Internet, espalhada na Web, invasora dos 5 bilhões de aparelhos celulares no globo, enfim, tornou-se relativamente fácil mover sonhadores, despertar desejos. E essa palavrinha “relativamente” torna complexa a atividade dos homens e mulheres de marketing e propaganda (esta não foi incluída no início, mas pense nela o tempo todo quando ler a palavra marketing aqui). Minha tese é que há muitos homens e mulheres tratando a complexidade fascinante do marketing e propaganda de modo simplório, ou, com preguiça de estudar um pouco mais – outras razões para esta anomalia profissional não caberiam aqui.

 

Você vive num aquário?

 

O documento publicado pela PRNewswire, Modern PR: art & science of integrated media influence (tradução livre para “Moderno RP: arte & ciência da influência da mídia integrada”) chama providencialmente a atenção para a necessidade de gerenciamento integrado do fluxo de influência entre os vários tipos de mídia online e offline, distinguidos como mídia própria, mídia paga, mídia obtida, mídia tradicional e mídia híbrida, a fim de saber quando disparar cada uma para mover, tocar, atingir o target, tudo mensurável. Conclui o documento chamando a atenção para a necessidade do engajamento, e, neste ponto, salienta a importância do ambiente offline e a atenção com respeito às interações aparentemente negativas dos públicos externos. Parece óbvio, mas, quando relacionamos o didatismo do documento da PRNewswire com um quadro divulgado pela Forrester, fica mais evidente tanto a complexidade quanto a importância de atacar apropriadamente cada potencialidade de mídia, com critérios específicos.

 

Todos já aceitamos o valor inquestionável das mídias sociais, seu poder de influenciar e, no mínimo, exibir uma ideia, mensagem, imagem, produto, etc. Mas isso não é tudo, e não podemos esquecer que este valor atingiu a estratosfera bilionária a partir de duas criações de jovens que um dia tiveram um daqueles sonhos apontados anteriormente. Um deles, com a idéia original debaixo do braço, conseguiu dinheiro, de investidores sonhadores com lucro, e ficou experimentando a ideia durante cinco anos, antes de faturar o primeiro níquel. Durante todo esse tempo moveu pessoas a trocarem mensagens em 140 caracteres de tal modo que tornou-se um verbete universal, e um vício mundial, casos de psiquiatria, problemas ortopédicos de tendinite crônica, pendengas judiciais e criação de arcabouços judiciais, por aí afora, até que começou a vender subprodutos para empresas e capilarizar. Mas, se de uma hora para outra não existir, não fará muita falta, logo, logo a gente se acostuma a não ter.

 

O outro foi mais longe porque incorporou à sua força de mover pessoas a possibilidade da expressão mais completa, com imagem, som e histórico, através de um conceito em que a cara e o entorno de cada pessoa é o que importa, como se destacar da massa mundial, como saltar  para o topo do planeta (Toppa The World). E dizer que todo aquele esforço de passar pela uretra, descer a trompa, produzir explosões celulares e pular para o mundo é para aparecer, ou simplesmente sonhar.

 

Há uma terceira via lutando para conseguir espaço e inclusive apropriando-se das duas mencionadas acima. O lépido e saltitante mercado móvel, dos aplicativos e seus profissionais “visionários”. É provável que num futuro próximo esta denominação de aplicativo móvel, que se distingue do ambiente Web, venha a se fundir com ela numa coisa nova. Acabaria assim a web tradicional e os guetos de apps, surgindo uma nova rede. Desse cenário fragmentado atual, vejo um mesmo cenário de sempre, para o marketing interativo: empresas, produtos e marcas, trabalho, produtividade e renovação, consumidores, mercados e sonhos – a ligação entres eles são os vários meios, e tentar simplificar (apagando sofisticadas terminologias) não é reduzir.

 

Existe um custo intangível, no processo de escolher e aplicar uma ou mais formas de marketing interativo, que não deve ser esquecido: o nível de conhecimento espacial dos profissionais envolvidos. O risco da aventura de crer em métricas laboriosas e elaboradas, da otimização de motores de busca (os motores não pensam exatamente como as pessoas) e da dependência disso drenará mais recursos financeiros do que os gastos com uma aprendizagem prévia.

 

Vivemos na época do reducionismo exacerbado, seguindo a risca o pensamento linear e cartesiano, quando poderíamos ter escolhido a via fractal multifacetada e pensarmos em vários planos ao mesmo tempo, incluindo a atemporalidade. Li em algum lugar da Web que o criador do site de compras coletivas que chama seus clientes de vertebrados aquáticos afirma que acabou o “planejamento, é tudo tão rápido que é impossível planejar”, nas empresas. Bem, se aceitarmos sermos todos habitantes de um aquário, é verdade, planejar não é preciso.

 

Quem sabe a Próxxima discussão não seja “como planejar no meio de uma explosão de acontecimentos que mudarão o mundo de um modo que ninguém pode prover”?

 

O quadro abaixo,  traduzido da Forrester Research, Inc., é para estudantes e mostra as diferenças entre os tipos de mídia online.

 

Tipo de Mídia

Definição

Exemplos

O papel

Benefícios

Desafios

Mídia Própria

Da própria empresa, canaliza controles de marca

- Web site

- Mobile site

- Blog

- Twitter

- Facebook

Construído para relacionamento de longo-prazo com consumidores existentes e mídia obtida

- Controle

- Eficiência de custo

- Longevidade

- Nicho de audiência

- Sem garantia

- Falta de confiança na comunicação da empresa

- Leva tempo para criar escala

Mídia Paga

A marca paga para alavancar um canal

- Anúncios

- Pesquisa paga

- Patrocínios

Migração de base para catalização que alimente a própria mídia e obtenha mídia

- Sob demanda

- Imediatismo

- Escala

- Controle

- Desordem

- Declínio de taxas de resposta

- Credibilidade pobre

Mídia Obtida

Quando o consumidor se torna “o” canal

- WOM (boca-a-boca)

- Alarido

- Viral

Ouvir e responder – mídia obtida é muitas vezes o resultado de mídia própria e mídia paga bem executadas e coordenadas

- Mais confiável

- Principal papel na maioria das vendas

- Transparente e viva

- Sem controle

- Pode ser negativa

- Escala

- Difícil de mensurar

 

 

Conheça esta novidade: Alvídia - Um Horizonte a Mais com autógrafo digital exclusivo.

 


15 anos depois em eBook, Alvídia – Um Horizonte a Mais, de Luís Peazê, com a novidade: autógrafo digital exclusivo para cada leitor.

CLBR-PRN-20120112  12 de janeiro de 2012  07:30 HORA LOCAL

 

Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 2012 – Celebrando 15 anos da aventura e 12 anos do lançamento do livro, Luís Peazê lança no formato ePub e Kindle, o eBook do Alvídia – Um Horizonte a Mais, com uma novidade:

 

Obedecendo à regra de que em casa de ferreiro o espeto é de pau, somente após todo esse tempo, Peazê incluiu entre suas demandas externas o lançamento de Alvídia – Um Horizonte a Mais na versão eBook, nos formatos ePub e Kindle, e, aproveitando as facilidades dos dispositivos digitais de leitura viabilizarem publicações coloridas sem encarecê-las, Alvídia vem com fotos selecionadas pelo autor. Adicionalmente com uma inovação: Alvídia ebook tem autógrafo digital exclusivo para cada leitor que adquiri-lo pelo site da Clínica Literária www.clinicaliteraria.com.br

 

comprar pelo PagSeguro, após efetuar a compra, por favor, envie email para o autor indicando o nome para a dedicatória, seu ou de quem você presenteará.

Alvídia foi lançado em 2000, e narra a aventura de um casal de brasileiros que decide “largar tudo” para construir com as próprias mãos o sonho de um barco a vela, e se lançam em mares dos mais perigosos do mundo, tudo sem experiência prévia. Peazê e sua mulher, a cientista social Helga Leal, saem do sul da Austrália e percorrem mais de 8000 milhas durante 22 meses vivendo a bordo, sem patrocínio e no anonimato, quer dizer, segundo o autor,  “colecionando amizades com anjos de carne e osso”.

 

comprar pelo PayPal, após efetuar a compra, por favor, envie email para o autor indicando o nome para a dedicatória, seu ou de quem você presenteará.

O tradutor americano de Alquimista, de Paulo Coelho, Mr. Alan Clarke diz: “Alvídia é um dos melhores livros em português que eu já li. Captura a atenção e o interesse do leitor de uma forma incomum”. Com a sinopse e o primeiro capítulo de Alvídia traduzidos para o inlgês, por John Hemingway, neto de Ernest Hemingway, de quem Peazê é tradutor (Por Quem os Sinos Dobram, Ed. Record), foi recentemente sondado por um produtor de Hollywood para um longa metragem. Narrado em espiral, estilo do autor, Alvídia surpreende a cada parágrafo, faz rir e emociona, nas palavras do próprio, “uma aventura diária necessária”. 

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Converta para ePub seu acervo em PDF, sua obra literária, técnica ou acadêmica, documentos, manuais, etc. Assim, seus textos poderão ser lidos nos eReaders, leitores digitais, de modo muito mais versátil, incluindo a facilidade de compartilhar com amigos e/ou colegas de profissão.  Faça contato já, para um orçamento contato@clinicaliteraria.com.br .

 


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